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Ação & Arcade

Dois botões bastam: a favor do controlo simples

Nem todo o jogo precisa de um manípulo virtual com dois analógicos. Alguns dos jogos mobile mais duradouros vivem de um único gesto bem calibrado.

Em resumo

  • Menos comandos obrigam o design a ser mais preciso, não mais pobre
  • Um único gesto bem calibrado aguenta dezenas de níveis sem cansar
  • A simplicidade do comando é o que torna o jogo jogável com uma mão só

Há uma tentação recorrente em jogos mobile: tentar replicar o esquema de comandos de uma consola, com manípulo virtual, botões de ação e câmara livre. Funciona em alguns géneros. Falha, com frequência, nos jogos pensados para sessões curtas — onde menos é, na maior parte das vezes, mais.

Restrição como disciplina de design

Quando um jogo se limita a um gesto — deslizar para cima, deslizar para baixo — a equipa de design é forçada a ser precisa. Não há margem para um comando mal calibrado se esconder atrás de outros dez; cada obstáculo tem de funcionar com aquele único gesto, ou o jogo simplesmente não funciona. É uma disciplina que beneficia o resultado final.

Jogável com uma mão

Há uma vantagem prática que se esquece com facilidade: um jogo de um só gesto joga-se com uma mão, muitas vezes sem sequer olhar fixamente para o ecrã. Isso importa mais do que parece — é a diferença entre um jogo que cabe numa fila de supermercado e um que exige as duas mãos livres e atenção total.

O limite também é o género

Nem tudo beneficia deste minimalismo — um jogo de estratégia por turnos precisa de mais opções para funcionar. Mas para o género de reflexos e sessão curta, a lição repete-se: quanto menos o jogador tem de pensar sobre o comando em si, mais espaço sobra para pensar no desafio à frente.

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